O Alarme Plantonistas nasceu de plantões 12x36, no trabalho de controlador de acesso.
Quem nunca trabalhou nessa escala talvez não perceba o problema de cara. Num 12x36 a jornada é de 12 horas, com 36 de folga. Isso significa que o turno anda pelo relógio e pelo calendário: numa semana a entrada é de manhã, na outra é à noite. O dia da semana não diz nada sobre a hora de acordar.
O problema com os alarmes comuns
Todo aplicativo de alarme parte do mesmo pressuposto: a semana se repete. Segunda igual a segunda, terça igual a terça. Basta marcar "acordar às 6h de segunda a sexta" e pronto.
Só que a semana de plantão não se repete. E o app não tem como saber disso.
A saída que sobrava era manter dois alarmes cadastrados — um para o turno do dia, outro para o da noite — e lembrar de desligar um e ligar o outro toda semana. Um trabalho manual, recorrente, e com o pior tipo de consequência possível quando alguém esquece: ou acorda de madrugada sem precisar, ou perde a hora do plantão.
E "perder a hora" num plantão não é chegar atrasado numa reunião. É deixar o colega do turno anterior preso no posto, esperando a rendição.
Não havia nada nas lojas
A busca nas lojas de aplicativos encontrou alarme bonito, alarme com missão matemática para desligar, alarme que obriga a levantar e escanear um código de barras. Muita criatividade para o problema de acordar.
Nenhum para o problema de acordar de acordo com uma escala.
Escala de plantão não é uma exceção rara. Segurança, portaria, enfermagem, medicina, indústria, bombeiro, controlador de acesso — muita gente vive nesse regime. Mas os apps de alarme continuavam tratando a semana de 5 dias úteis como se fosse a única forma de trabalhar.
Daí veio a ideia
Se o alarme entendesse a escala, o problema todo desaparecia. Não é sobre tocar mais alto ou ser mais difícil de desligar. É sobre o app saber quando é o próximo plantão e despertar em função disso — sem reconfigurar nada toda semana.
Foi assim que nasceu o Alarme Plantonistas, o primeiro app publicado pela ADApp's.
A ideia veio do lugar mais simples possível: o usuário era quem vivia o problema. Não foi preciso imaginar a dor de ninguém, nem validar hipótese com pesquisa. O problema acontecia todo dia, e o momento em que ele doía estava claro.
Os apps que vieram depois nasceram assim.
